
Sistema de Indicadores de Aprendizagem Curricular

O SIAC agora conta com uma seção exclusiva dedicada a artigos jornalísticos voltados ao universo da educação, oferecendo uma curadoria de assuntos atualizados e extremamente relevantes para a dinâmica educacional no Brasil e no mundo, tudo estruturado para apoiar a gestão escolar com análises profundas e informações de ponta que você pode conferir já.
Raízes da Empatia: Mudando o Mundo, Criança por Criança
A obra de Mary Gordon surge como uma resposta vital à crise de conexão da sociedade contemporânea, propondo uma revolução silenciosa dentro das salas de aula. Através do programa Roots of Empathy, a pedagogia tradicional é desafiada pela presença de um "pequeno professor" — um bebê de poucos meses — que atua como catalisador para o desenvolvimento socioemocional.
O objetivo central é cultivar a alfabetização emocional, permitindo que os alunos aprendam a ler intenções e sentimentos, integrando as dimensões cognitivas e afetivas da empatia para reduzir a violência e o bullying de forma duradoura. A estrutura do programa baseia-se na fenomenologia da observação guiada, onde o currículo é construído sobre nove temas que acompanham o amadurecimento do bebê.
Ao traduzir o choro, o brincar e os marcos de desenvolvimento do pequeno visitante, os estudantes exercitam a tomada de perspectiva e a autorregulação. Este método não apenas humaniza o ambiente escolar, mas também utiliza evidências neurobiológicas para demonstrar que a empatia pode ser sistematicamente ensinada, transformando observadores passivos em agentes de mudança social e coragem moral.
No cenário brasileiro, o legado de Gordon ganha relevância ao se alinhar às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece a empatia e a cooperação como competências fundamentais. Ao ser difundido por movimentos como o "Escolas Transformadoras", o programa oferece um arcabouço prático para que educadores brasileiros possam unir o desenvolvimento da mente à educação do coração.
Em última análise, o tratado reafirma que investir no vínculo humano é a estratégia de saúde mental mais potente e econômica para construir uma sociedade mais justa e inclusiva.


